A liberação automática de exames é uma prática cada vez mais adotada por laboratórios que buscam eficiência operacional sem abrir mão da qualidade. No entanto, ainda existe uma dúvida recorrente entre gestores e responsáveis técnicos: essa automação representa um ganho real de segurança ou pode se tornar um risco para a fase analítica?
Quando analisamos esse processo dentro do contexto do Gestam, software especializado na gestão da fase analítica, a resposta se torna mais estratégica. A segurança da liberação automática não está na automação em si, mas na forma como ela é estruturada, parametrizada e monitorada.
O que é liberação automática de exames?
A liberação automática de exames é um processo no qual resultados laboratoriais são validados automaticamente pelo sistema, desde que atendam a critérios técnicos previamente configurados pelo laboratório. Esses critérios podem incluir:
- Intervalos de referência
- Delta check
- Avaliação de flags dos equipamentos
- Resultados críticos
- Conformidade com o controle de qualidade
Assim como na validação manual tradicional, a automação executa regras previamente aprovadas pelo Responsável Técnico, garantindo padronização e rastreabilidade mas com menor intervalo de validação.
Como o Gestam fortalece a segurança na fase analítica
O Gestam, software da VFR Sistemas, atua diretamente na fase analítica, organizando o fluxo entre equipamentos, processamento e validação dos resultados.
Ao centralizar informações e aplicar regras que foram parametrizadas pelo laboratório, o sistema permite que a automação ocorra com governança e controle.
A segurança da liberação automática dentro do Gestam está baseada em dois pilares fundamentais:
Parametrização técnica avançada
O software permite configurar regras específicas por exame, equipamento ou perfil, garantindo que apenas resultados que atendam a todos os critérios sejam liberados automaticamente.
Rastreabilidade completa
Cada etapa do processo é registrada, assegurando auditoria detalhada (requisito essencial para laboratórios acreditados e processos de qualidade).
Quando a liberação automática pode se tornar um risco?
O risco surge quando não há governança adequada. A ausência de revisão periódica das regras, falta de integração com controle de qualidade ou sistemas que não oferecem rastreabilidade podem comprometer a segurança na fase analítica.
Por isso, mais importante do que automatizar é garantir que o software utilizado ofereça:
- Configuração estruturada de regras
- Bloqueio automático de exceções
- Monitoramento contínuo
- Logs auditáveis
- Controle centralizado da fase analítica
Nesse contexto, o software Gestam atua como uma camada estratégica de gestão, reduzindo falhas humanas e aumentando a padronização dos processos.
Benefícios estratégicos da liberação automática com Gestam
Quando implementada corretamente, a liberação automática de exames pode gerar impactos relevantes para o laboratório:
- Redução do TAT (Turnaround Time)
- Aumento da produtividade técnica
- Padronização da validação de resultados
- Redução de erros manuais
- Melhor gestão de picos de demanda
- Maior segurança na fase analítica
Além disso, ao automatizar a liberação de exames dentro de critérios controlados, a equipe técnica pode direcionar foco para casos críticos ou que exigem interpretação clínica mais aprofundada.
Segurança ou risco? A decisão está na tecnologia e na gestão
A discussão sobre liberação automática de exames não deve ser tratada como uma escolha entre eficiência e segurança. Com uma solução robusta como o Gestam, a automação passa a ser um mecanismo de controle estruturado, com regras claras, rastreabilidade e integração com indicadores de qualidade.
No cenário atual da medicina diagnóstica, em que eficiência operacional e segurança do paciente caminham juntas, a automação se torna estratégica. A verdadeira questão não é se o laboratório deve automatizar, mas se possui a tecnologia adequada para automatizar com responsabilidade.