A fase analítica é considerada o centro da operação em um laboratório de análises clínicas. É nesse momento que as amostras são efetivamente processadas e transformadas em dados que impactam decisões médicas, diagnósticos e condutas de tratamento.
Apesar de ser a etapa mais associada à precisão técnica, ela depende diretamente de processos bem estruturados, uso inteligente de tecnologia e integração entre sistemas.
Neste artigo, você vai entender o que caracteriza a fase analítica, seus principais desafios e como soluções tecnológicas, como as desenvolvidas pela VFR Sistemas, contribuem para elevar a confiabilidade, a produtividade e a segurança operacional.
O que é a fase analítica?
A fase analítica é o momento em que o laboratório realiza o processamento técnico das amostras, utilizando equipamentos, reagentes e metodologias específicas para cada tipo de exame. Envolve:
- Operação e calibração de equipamentos;
- Execução de protocolos analíticos;
- Controle interno de qualidade;
- Monitoramento de rejeições e inconsistências;
- Registro de dados gerados pelos analisadores.
É uma etapa altamente regulada e que exige padronização, rastreabilidade e conformidade com normas nacionais e internacionais.
Por que essa fase é tão crítica?
Embora a fase pré-analítica concentre o maior volume de erros, é na fase analítica que o momento em que podemos correlacionar claramente como um desvio do ideal impacta diretamente o resultado final. Um equipamento descalibrado, uma curva de controle fora do previsto ou até mesmo uma integração falha entre o analisador e o LIS podem comprometer toda a cadeia seguinte.
Entre os principais riscos estão:
- Resultados inconsistentes ou imprecisos;
- Retrabalho e aumento do TAT (Turnaround Time);
- Desperdício de reagentes e custos elevados;
- Perda de confiabilidade frente ao corpo clínico e de pacientes;
- Impacto direto na segurança do paciente.
Por isso, o monitoramento contínuo, o controle robusto de qualidade e a automação são essenciais.
Tecnologia como aliada da excelência analítica
A transformação digital tem redefinido o modo como laboratórios conduzem sua rotina. Hoje, a automação e os sistemas de gestão laboratorial desempenham um papel estratégico para garantir desempenho, agilidade e rastreabilidade.
1. Integração entre equipamentos e sistemas
Um LIS integrado aos analisadores reduz digitação e seus consequentes erros,, acelera o fluxo de resultados e permite que dados sejam transmitidos automaticamente, com regras de validação configuradas para cada exame, além de rastreabilidade integrada de todas as ações e etapas.
Na VFR Sistemas, a integração é projetada para:
- Minimizar ruídos entre equipamentos e o sistema;
- Reduzir intervenções manuais;
- Garantir consistência e rastreabilidade dos dados gerados;
- Facilitar auditorias e conformidade regulatória.
2. Controle de Qualidade Interno (CQI)
O CQI é uma parte fundamental da fase analítica. Quando automatizado, ele permite:
- Acompanhamento contínuo das curvas de controle;
- Alertas em tempo real sobre desvios;
- Redução da variabilidade analítica;
- Melhor tomada de decisão sobre liberação ou repetição de exames.
Soluções inteligentes de software conseguem consolidar dados, gerar gráficos e permitir análises preditivas, reduzindo retrabalhos e inconsistências.
3. Rastreabilidade total da amostra
Cada etapa do ciclo analítico deve ser totalmente rastreável. A tecnologia possibilita:
- Registro completo do percurso da amostra;
- Histórico de responsáveis pela execução de cada ação;
- Controle de lotes, reagentes e manutenções;
- Maior segurança para o laboratório e o paciente.
4. Padronização e protocolos digitais
Sistemas modernos permitem padronizar rotinas, aplicar protocolos automatizados e garantir que cada exame siga as melhores práticas da área técnica.
A fase analítica e o futuro dos laboratórios
Com a demanda crescente por agilidade, precisão e volumetria, os laboratórios precisam de processos analíticos cada vez mais robustos, integrados e inteligentes.
A VFR Sistemas atua exatamente com esse objetivo: oferecer soluções que conectam pessoas, processos e tecnologia, garantindo que o laboratório opere com segurança, eficiência e qualidade em todas as etapas, especialmente na fase analítica, onde cada detalhe faz a diferença.
Investir em tecnologia, integração e processos bem estruturados significa garantir resultados consistentes, reduzir riscos e fortalecer a confiança entre laboratório, corpo clínico e pacientes.
Com ferramentas adequadas e automação inteligente, os laboratórios se tornam mais produtivos, precisos e preparados para os desafios da saúde moderna.